dirigente PT

Quiçá por origem do nome familiar; quiçá por educação militar, o certo é demorei algum tempo até me livrar das amarras da soberba. O orgulho e a vaidade andando juntos para nos fazer pensar que somos mais e melhores que os outros.

Ser filho de militar, na época da ditadura, e ainda mais de família tradicional e de renome no RS, representou, durante bom tempo da infância e da juventude, uma força tremenda na minha formação.

Segregado como “rato” pelos colegas de faculdade, demorei tempos até consolidar uma posição social que havia se inciado ainda aos tempos do Colégio Militar.

Colégio que, por sinal, tudo nos oportunizava em termos não só de conhecimentos, mas de aprendizagem crítica. Tínhamos filosofia, sociologia e éramos ensinados a formar pensamentos críticos.

Mesmo que de forma controlada, até o marxismo, o socialismo, o comunismo eram ensinados. Ensinados como o mal do Brasil, mas eram.

O PT nasce e eu me encontro já em plenos 23 anos. Com tempo suficiente para ter formado minha opção social como cidadão. Pouco tempo depois, Diretas Já.

Os primeiros anos de PT foram difíceis para quem ainda estava acostumado com a soberba. Ver aquele “mundaréu” de correntes “ideológicas”, quase como gladiadores numa arena romana, cada uma querendo ser a “majoritária”, quase me fazem desistir e continuar a pensar que “eu tenho razão e pronto!”.

Mas a sementinha plantada no colégio – bem antes, na verdade, mas isso é outra história – já havia fincado suas raízes. Venci o preconceito, o orgulho e fui aceitando, aos poucos, a diversidade.

E é a aceitação da diversidade que nos faz humildes, o oposto de soberbos.

E a humildade está não em não aceitar tudo o que vem dos outros, feito cordeirinhos, mas em receber o que vem dos outros com olhar crítico (essa palavrinha por vezes é perigosa…).

A humildade aceita e pondera (critica); a soberba recusa e contesta!

Anos depois, já aos tempos mais atuais, encontro-me, novamente, em tempos difíceis com o PT.

O PT, como instituição, tornou-se soberbo! E assim aconteceu porque soberbos tornaram-se seus dirigentes. Desnecessário dizer que com as devidas e honrosas exceções…

Ignorou a juventude; ignorou os movimentos sociais, ignorou, mais que tudo, o ser um partido do povo, pelo povo e para o povo.

Quase que só restaram Lula, Dilma, prefeitos e governadores. Os que, na prática, fizeram a prática dos objetivos do PT.

O resto? O resto o vento levou, ou melhor, a soberba levou…

E não é que aparece esse dirigente para completar o ciclo da soberba que tomou conta do partido? (http://www.brasil247.com/pt/247/poder/263802/Descontentes-que-saiam-do-PT-diz–dirigente.htm)

Retornam as brigas comezinhas entre correntes.

E a história nunca teve piedade dos soberbos.

Ainda bem…

(imagem do post http://www.brasil247.com/pt/247/poder/263802/Descontentes-que-saiam-do-PT-diz–dirigente.htm)

http://www.escosteguy.net/wp-content/uploads/2016/11/dirigente-PT.jpghttp://www.escosteguy.net/wp-content/uploads/2016/11/dirigente-PT-150x150.jpgLuiz Afonso Alencastre EscosteguyO Chato
Quiçá por origem do nome familiar; quiçá por educação militar, o certo é demorei algum tempo até me livrar das amarras da soberba. O orgulho e a vaidade andando juntos para nos fazer pensar que somos mais e melhores que os outros. Ser filho de militar, na época da ditadura,...