Advogada argentina, em viagem de turismo ao Brasil, imita um macaco ao se dirigir a um atendente negro em um bar no Rio de Janeiro. Tudo devidamente filmado pelas câmeras de segurança.

Em entrevista para um jornal argentino, disse que “Os brasileiros me odeiam”. Em depoimento, o delegado relata que ela afirmou não saber que esse tipo de comportamento era considerado crime no Brasil.

Três são as possibilidades: uma, imitar macaco, inclusive com sons, não é crime na Argentina; duas, é crime na Argentina, mas los hermanos pensam que o Brasil é uma selva habitada por seres ainda primitivos e, três, e mais provável, é que ela não presta mesmo. E isso independe da nacionalidade.

Por outro lado, é um pouco histórico o desprezo dos argentinos para com os brasileiros. Havia melhorado, mas com a assunção de um palhaço ao governo do país, parece que o pior das pessoas veio à tona e com total liberdade.

Qualquer semelhança com o ocorrido no Brasil não é mera coincidência. Gente podre quando assume o poder tem esse dom de liberar o pior das pessoas.

Tenho parentes na Argentina e sou muito grato a um professor argentino que foi meu orientador. Mas já tive perrengues com eles, argentinos em geral. Estive a passeio em Buenos Aires durante – quase ao final, na realidade – a Guerra das Malvinas. Fomos, eu e a então noiva, extremamente mal tratados por sermos brasileiros. Tivemos que abreviar a estadia, tamanho o ódio que eles expressavam. 

Tinha uma razão recente, em meio às históricas: o Brasil havia permitido que caças ingleses pousassem em solo brasileiro para reabastecimento, o que, por certo, em muito contribuiu para afundar a empáfia deles, que sempre se acham melhores que nós. 

Como moradores do Rio Grande do Sul, estamos acostumados. Em épocas de vacas gordas, atravessam nosso Estado em direção às praias; as daqui e as de Santa Catarina. Lotam tudo. Por sorte falamos portunhol por essas bandas e entendemos muito bem os xingamentos e o “perfil” de donos do mundo.

Felizmente, repito, não são todos. Vez por outra algum, ou alguma, consegue escapar do esgoto e vir para cá. E depois dizem não entender o porquê dos brasileiros odiarem esse tipo de argentino. No caso, argentina. E advogada. Ou seja, não é um qualquer, é pessoa com conhecimento de leis. Está com tornozeleira eletrônica. É pouco. Deveria estar presa. 

E agora terá uma aula de Direito Internacional, aula que, podemos ter certeza, faltou quando fazia a faculdade. E, depois de presa – e esperamos que seja – terá tempo suficiente para estudar o direito brasileiro e até, quem sabe, ter aulas de humanidade, para aprender que não temos certos comportamentos apenas porque são considerados crimes, mas porque esse tipo de comportamento é característico do que há de pior em um ser humano. É típico de um lixo humano e não de gente civilizada. 

https://www.escosteguy.net/wp-content/uploads/2026/01/Buenos-Aires.jpghttps://www.escosteguy.net/wp-content/uploads/2026/01/Buenos-Aires-150x150.jpgLuiz Afonso Alencastre EscosteguyO ChatoArgentina,racismoAdvogada argentina, em viagem de turismo ao Brasil, imita um macaco ao se dirigir a um atendente negro em um bar no Rio de Janeiro. Tudo devidamente filmado pelas câmeras de segurança. Em entrevista para um jornal argentino, disse que “Os brasileiros me odeiam”. Em depoimento, o delegado relata que...Antes de falar, pense! Antes de pensar, leia!