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Nanicos a parte, o que temos são alguns partidos tradicionais que gravitam em torno do PT e do PSDB. O que acaba por reforçar a ideia de que existe uma esquerda e uma direita. Socialistas ou social democratas. Estado ou Estado Mínimo. Capitalismo neoliberal ou capitalismo de políticas sociais. Concentração ou distribuição de renda.

As hegemonias tendem a se tornar pragmáticas, fenômeno que anda açodando o PT, atualmente, e o mesmo fez com o PSDB ao tempo dos governos FHC. Mas o pior da hegemonia de um partido é não permitir a formação de quadros políticos para preencher “cargos” no governo, o que resulta na tão “amaldiçoada” composição. O PMDB sobrevive justamente por ter compreendido o que seja a hegemonia: “se não tem tu, vai tu mesmo”. E é uma pena que assim venha se comportando, ao menos nos últimos quarenta anos.

Outro efeito ruim da hegemonia é a dominância intra partidária. São sempre os mesmos nomes. E os novos, ou acabam sucumbindo, ou saem para fundar nanicos. Que, invariavelmente, venderão seus pequenos espaços para sonhar com uma “vaguinha” nos governos.

A última quebra de hegemonia que tivemos foi justamente o PT. E não foi por outra razão que conquistou o espaço político que ainda tem. O mesmo, em certa medida, fizeram os dissidentes que fundaram o PSDB. Mas tanto o PT, quanto o PSDB, sucumbiram aos seus caciques. Tudo em nome de um projeto.

O Brasil chegou a um ponto de inflexão: PDT, PSB, PTB, DEM, PP, PSD, etc. se até hoje não conseguiram demonstrar capacidade para romper a hegemonia PT/PSDB, quem poderá nos salvar?

Luiz Afonso Alencastre EscosteguyO ChatoPolíticaUncategorized
Nanicos a parte, o que temos são alguns partidos tradicionais que gravitam em torno do PT e do PSDB. O que acaba por reforçar a ideia de que existe uma esquerda e uma direita. Socialistas ou social democratas. Estado ou Estado Mínimo. Capitalismo neoliberal ou capitalismo de políticas sociais....